![]() | Muitas pessoas sentem profunda nostalgia quando voltam a escutar a música que gostavam na adolescência. Dificilmente a música nova, ainda que seja melhor, produz esta sensação. E há uma razão para isso. Estudos científicos mostram que na era entre a puberdade e os precoce 20 o cérebro tem seu máximo período de desenvolvimento e é por isto que a música que escutamos nessa época se codifica como uma experiência formativa. |
É como se formasse metas e monumentos nas conexões neuronais, que se robustecem pelas descargas de hormônios da adolescência que a tudo preenchem com uma emoção exaltada.
Esta qualidade emotiva faz com que a música seja registrada com um acréscimo de importância. Nesta época ocorre um pico de reminiscência, geralmente porque temos numerosas experiências que são as primeiras, seja na vida, nas emoções, no sexo ou na arte.
Isso também se deve porque nesse período formamos nossa identidade e a música que escutamos tem um papel importante em como nos concebemos e nos definimos. Algo similar poderia ser dito dos livros que lemos na adolescência e na primeira juventude, que são uma espécie de rituais de iniciação.
Tudo isto faz com que muitas vezes pensemos que a música do passado é melhor que a do presente, algo que é discutível, mas indubitavelmente existe uma distorção emocional: a música que escutamos naquela época tinha a vantagem de estar carregada de um coquetel hormonal e toda uma faixa de esperança, frescor e inocência.
Ouvir essa música hoje recorda-nos momentos desse tempo em o que a existência geralmente tinha uma maior intensidade, de modo que a música e as memórias entram em um circuito de retroalimentação.
Fonte: Slate.
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