Mas não necessariamente sabemos as maneiras específicas em que dinheiro pode mudar a mentalidade e o comportamento de quem o tem. Os psicólogos que estudam o impacto da riqueza econômica e a desigualdade no comportamento humano descobriram que o dinheiro pode influenciar poderosamente nossos pensamentos e ações de formas que às vezes passamos por alto. Sobretudo, o que estes estudos concluem é que o dinheiro provoca isolamento, e esse isolamento faz com que as pessoas desviem sua moral e sua concentração do que realmente importa na vida, e que sofram toda classe de desordens mentais.
Aqui há seis coisas que deveria saber a respeito da psicologia da riqueza.
- Mais dinheiro, menos empatia.
Vários estudos demonstraram que o dinheiro e a empatia e a compaixão não se dão muito bem. Pesquisas publicadas nos diários de ciência e psicologia também chegaram a conclusão que as pessoas com status econômico menor são melhores para ler as expressões faciais -um marcador importante da empatia- do que as pessoas mais ricas.
Outro estudo, publicado na TIME, descobriu que os ambientes de classes sociais baixas são muito diferentes aos ambientes de classes sociais altas. Os indivíduos de classe social mais baixa têm que responder cronicamente a um número de vulnerabilidades e ameaças sociais. Realmente sempre dependem de outros e isso os torna mais perceptivos às emoções.
Estas repostas refletiram-se também em uma experiência com o jogo Banco Imobiliário: o jogador mais rico começou a agir mais agressivamente, tomando mais espaço, ficando mais espaçoso, movendo as fichas ruidosamente, e inclusive tratando mal o voluntário com menos dinheiro. Assim, imaginário ou não, o dinheiro faz com que percamos a empatia pelo outro. - O dinheiro pode nublar o julgamento moral.
Um estudo da UC Berkeley descobriu que em San Francisco -onde as leis requerem que os veículos parem nas passagens de nível-, os s motoristas com carros de luxo foram quatro vezes menos respeitosos com os pedestres do que aqueles com carros populares. Também foram mais inclinados a parar em fila dupla. Isto ilustra muito bem o ofuscamento ético que sofrem algumas pessoas com muito dinheiro. - O dinheiro pode tornar-se viciante.
A perseguição do dinheiro pelo dinheiro pode tornar-se um vício e inclusive pode acabar em um comportamento compulsivo. Ademais, enquanto está buscando dinheiro não se importando com o lugar, está esquecendo coisas bem mais importantes como seu comportamento com outras pessoas ou seu próprio bem-estar. Este tipo de compulsão e vício, que não é químico, envolve um vício que faz com que a pessoa se sinta bem quando recebe dinheiro ou posses, e que fique de mau humor todo o resto do tempo. - Os meninos ricos poderiam ter mais problemas psicológicos.
As crianças que crescem em famílias ricas parecem ter tudo o que querem, mas o "ter tudo" pode resultar em um custo muito alto. Os meninos com mais posses são, em geral, mais inquietos e desgostosos que os meninos de baixos recursos, e têm alto risco à ansiedade. Depressão, abuso de substâncias proibidas, desordens alimentícias, são manhosos e quando contrariados tendem a roubar. As pesquisas também descobriram o isolamento de outras pessoas causa todo tipo de perturbações mentais. - Tendemos a perceber aos ricos como “malignos”.
Do outro lado da moeda, os indivíduos de menos recursos tendem a julgar e estereotipar os ricos como “frios”, “idiotas”, malignos”. As pessoas ricas tendem a ser fonte de inveja e desconfiança. Isto, aliado ao fato de que não precisam de ninguém para sobreviver, os isola ainda mais de outras pessoas e acaba gerando mais problemas psicológicos. - Associamos o dinheiro com a felicidade e esse pode ser realmente o problema.
Não há uma relação direta entre o dinheiro e felicidade (ainda que todos preferimos sofrer em uma Ferrari em Paris). Após certo nível de rendimentos financeiros, o dinheiro não faz diferença no bem-estar geral de uma pessoa, e se faz algo, lastima nosso bem-estar. As pessoas realmente ricas, de fato, sofrem de índices maiores de depressão.
Primeiro porque pobre não tem tempo (nem dinheiro) para sofrer dessas "frescura" e segundo porque o dinheiro, por si, não é um problema e nem causa insatisfação, senão que a busca constante do dinheiro e posses materiais pode sim levar à depressão.
As pessoas que tendem a colocar toda sua energia no dinheiro e na sua conquista estão tirando essa energia de elementos vitais mais importantes como os prazeres simples das relações familiares, dos encontros sem compromisso com os amigos, da inspiração na natureza ou na música, de inalar e exalar com tranquilidade.
Fonte: Huff Post.
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Comentários
Eu lembro quando estava na europa ou se preferirem eurasia, eu entrei no mdig e tentei comentar, mas eu estava sem cobertura e desisti.
Dinheiro? O que é isso? Ah, aquela coisa que eu ganho pelo meu trabalho que vai boa parte em impostos, sei, sei... É por isso que eu escolhi a ultima opção.
Posso garantir que pobreza NUNCA me trouxe felicidade, não sei se um dia eu conseguir bastante dinheiro me fará feliz, mais acho que pelo menos poder pagar um medico quando preciso e não ter que ficar esperando mais de um ano por um pelo SUS me faria feliz sim, entre outras coisas...
O dinheiro em si não traz felicidade, mas se você souber usa-lo terá mais momentos felizes, sim.
Concordo com o Rogério, não tenho vontade de ser um Carlos Slim da vida.... até mesmo na minha carreira não quero chegar a cargos tão altos, ou ter um negócio altamente lucrativo mas que me consuma tempo e estresse demais.
Mas gostaria de ter uma renda que me propicie mais conforto e me permita algumas 'excentricidades'... :roll:
O dinheiro é a melhor coisa do mundo e da vida. Sem dinheiro não se come e não se bebe nem água, e em consequência não se tem saúde. O problema dos humanos, é usar o dinheiro para coisas ruins, então, a culpa é dos humanos, e não do dinheiro. E o dinheiro é uma benção, principalmente por que é possível morar bem longe de humanos que não respeitam os outros humanos, pois é possível escolher os vizinhos. E já que eu vivo num mundo material, sou materialista, sim. E quanto mais dinheiro eu tiver, melhor eu vou viver. E os invejosos que morram de sua inveja. :wink: :wink:
A meu ver, felicidade é apenas um momento e está ligada a objetivos; e, também, vejo desta forma: diferentes níveis econômicos condicionam diferentes tipos de objetivos. Assim, ter mais dinheiro pode aumentar as possibilidades – tanto de coisas boas quanto de coisas ruins (quando você tem um maior poder aquisitivo, é impelido a investir em melhores condições para manter um padrão de vida mais alto, e isso implica em um número maior de riscos).
Nem me importo com dinheiro, ele é um peso. É mais uma coisa para gerenciar. Quanto mais ganho, mais gasto porque não gerencio direito.
Sem contar que dinheiro é uma droga de restrição, vira uma desculpa para sua covardia. Nao faço porque não tenho dinheiro = não faço porque sou covarde.
Quer viajar, viaje, vai de bicicleta, não precisa de dinheiro, vai demorar para caramba, mais chega, ou entre em um navio clandestino, mas não eu não posso me sujeitar a isso porque tenho um pouco de dinheiro para me achar um pouco melhor e não querer ir num porão de navio.
O pior é que para fazer as coisas precisa de relacionamento social e não de dinheiro. Dinheiro é facil.
Se a felicidade que o dinheiro traz é para nunca mais ser útil à sociedade nem a si próprio;
Se a felicidade que o dinheiro traz é poder comprar coisas inúteis ou destinadas a suscitar a inveja dos outros;
Se a felicidade que o dinheiro traz é para poder ser um "senhor" rodeado de "escravos"...
então essa "felicidade" deverá ter outro nome.
Tenho de vez em quando alguns momentos de uma tristeza sem razão, momentos estes em que aprendi a driblar indo visitar uma de minhas pacientes... ela é uma senhora com aparência de mais de 60 anos, mas tem na realidade 45 a 46 anos de vida sofrida, perdeu uma das pernas devido a sua diabetes não ter auxiliado em uma trombose...é uma das milhares de pessoas que dependem do BPC, um Benefício para pessoas deficientes.
Mas, no que ela me ajuda? O que entrar naquele casebre sem cercas, sem cadeiras... móveis ou qualquer coisa que podemos chamar de "luxo"?
O clima contagiante que ela emana, a felicidade que ela recebeu uma cadeira de rodas nova, por a sua estar totalmente acabada por "não parar quieta", ou está nela para capinar o seu quintal, indo para a beira do Rio para pescar... ou vendendo panos de pratos que confecciona.
Já prometi a ela que irei pescar hora destas... ela de pronto respondeu: Que bom seu Evandro, assim, você me ajuda a subir no ônibus até mais perto do Rio, as pessoas não ajudam muito não... e não gostam quando eu tenho que sentar no chão para fechar a cadeira e subir me arrastando pela escada...
E, dá graças a Deus por agora ter um ponto de ônibus só a 10 quadras de sua casa!
Volto para casa com vergonha de mim, talvez por ter pensamentos dos quais creio que todos temos... tipo: Por qual razão eu não posso ir a Bora-Bora, ou Cancún quando eu quero, em um iate particular...
Esta jovem velha senhora, me dá a cada visita uma lição pregada em Ágora na antiga Grécia por seus pensadores, que ensinavam que a verdadeira felicidade não estava no TER e sim no NÂO QUERER, Não PRECISAR de nada.
Deveria ter uma opção na votação: Sim e Não. Eu acredito que no mundo atual, seja uma ferramenta de grade impacto, visto que é extremamente maleável, e pode ser usado para qualquer fim. Agora nenhuma ferramenta faz nada sozinha, até mesmo uma arma de fogo pode ser uma ferramenta (se usada com bom senso para outros fins que não seja matar), mesmo já sabendo de antemão que alguns irão gritar e discordar, ela só é melhor na função mais utilizada (tirar vidas) mas nada impediria que houvesse outros usos. O dinheiro pode ser usado para tantas coisas, da mesma forma que eu poderia usar uma pequena fortuna para me manter saudável e nunca mais ter que trabalhar para se sustentar, eu poderia usar o mesmo para dar um grande baile funk de ostentação... ou ainda torrar tudo em drogas químicas, talvez até os dois juntos. Enfim eu tento utilizar meus recursos para ter tempo livre, tento trabalhar pouco (ação), ganhar pouco(reação), gastar pouco(consequência) e utilizar todo o tempo que sobra em coisas mais produtivas, como ler, jogar online, ficar com quem eu gosto, ou ainda ficar olhando para o tempo ou lendo o Mdig kkkk, enfim você afirmar que dinheiro não trás nem manda buscar felicidade, além de ser hipocrisia sem tamanho (vide disk pizzas) (vide o combustível do veículo para ir buscar a patroa de volta para casa).... ainda é o mesmo que afirmar, que um açougueiro não faria muito com uma máquina de ressonância magnética, mas talvez um médico ainda faria alguma coisa com detergente, agua, uma pia e algumas facas de açougueiro ^^, mesmo faltando anestesia... 8)
"Primeiro porque pobre não tem tempo (nem dinheiro) para sofrer dessas "frescura". "
:roll:
É um meio, mas o dia que eu tiver dinheiro eu conto.
em tempo, tenho um cliente q é promotor aposentado e recebe 21 mil por mês... em uma conversa ele disse q nunca precisou "roubar", pois vive bem com o salário, mas q tinha amigos no trabalho q tiravam sarro dele por ele ganhar tão "pouco" ....
esse trecho do texto diz tudo : "...Após certo nível de rendimentos financeiros, o dinheiro não faz diferença ..." ai q esta o ponto, não ha necessidade de ser um Bill gates, mas seria ótimo ter rendimentos suficientes para viver com conforto e poder fazer algumas "extravagâncias" de vez em quando sem ficar comprometido.
Quem nasceu primeiro, o ovo...? Enfim, pessoas individualistas tendem a acumular mais; ou será que o acúmulo é que as torna individualistas? Tendo a pensar que seja o primeiro caso. O individualismo exacerbado pressupõe uma baixa dose de altruísmo e escrúpulos. Logo, num sistema como o nosso, que valoriza a competitividade sem limites em detrimento da consciência social, um cara desses vai ter mais chances de se dar bem financeiramente. Considerar que seja o inverso, seria negar os casos (raros, porém contundentes) de quem age de forma contrária.
O PROBLEMA NÃO É O DINHEIRO EM SI, MAS QUAL NOSSA POSTURA DIANTE DELE, QUAIS ATITUDES TOMAMOS NA RELAÇÃO ECONÔMICA COM AS PESSOAS. ENFIM, O PROBLEMAS ESTÁ NAQUILO QUE FAZEMOS OU DEIXAMOS DE FAZER COM O QUE RECEBEMOS.
Se você tem muito dinheiro, a sua vida pode se tornar indiferente onde quer que esteja ou seja lá como for. Mas se você costuma ter pouco dinheiro, então certamente passará a se adaptar às diferentes formas de vida ao longo do tempo. Talvez ser pobre tenha um mérito a parte. :roll:
O dinheiro É uma das formas de felicidade, a melhor no meu ponto de vista.
Mais: pelo fato de ser uma ferramenta, você pode escolher não usá-la. O que torna, não que precise de suporte, ter dinheiro preferível a não ter. Dinheiro abre oportunidades. Como toda ferramenta precisa de um, pelo menos um minimo, de inteligencia(?) para usar.
E depois, é preferível andar com uma carteira com dinheiro a um saco de galinhas ou montado em um boi. Pelo menos é minha opinião. E ainda correr o risco do padeiro ter galinhas demais...
Não concordo. Dinheiro é ferramenta, uma ferramenta muito versátil.
Depende de como você usa essa ferramenta. Então sim, dinheiro pode "mandar buscar" felicidade.
Dinheiro é uma faca de dois gumes. De um lado lhe trás felicidade por vc poder comprar uma boa casa, não um palácio, mas uma boa casa que vc possa chamar de lar. Te ajuda a se vestir bem, também não precisa exagerar com roupas de grifes, mas se vestira bem. Terá condições de pagar os estudos dos filhos. E outras coisas que precisamos para ter uma vida melhor, mais sadia. Mas por um outro lado o dinheiro não vai de fazer evitar um assalto, não vai evitar de vc levar um tiro, sofre um acidente automobilístico, morrer. Não vai curar muitas doenças ainda existentes que não tem cura, e nem livrará seu filho de cair num caminho errado e virar um drogado, pois é o que mais está consumindo a sociedade de hoje, e vai consumir muito mais a sociedade de amanhã. Então com dinheiro ou sem dinheiro aprenda a ser feliz nos bom momentos e tirar alguma experiencia dos maus momentos.
O texto me fez pensar se nos momentos mais felizes da minha vida o dinheiro esteve presente ou foi fator crucial para eu me sentir feliz, e a resposta foi: não!
Mas queria tê-lo por perto e em maior quantidade mais vezes. :D