![]() | Os últimos desdobramentos da morte do missionário John Allen Chau não mostraram muitas novidades, além de que estava mesmo convencido de que a única maneira de fazer chegar sua crença em Deus a cada lugar do mundo era visitando aqueles lugares onde ainda não tinham ouvido falar dele. No entanto, uma nova explicação emergiu nos últimos dias e tem a ver com sua obsessão (ou cegueira) religiosa. |

De acordo com as últimas investigações, John teria tentado provocar o apocalipse para a segunda chegada de Jesus, segundo a Declaração de Fé dos membros da All Nations Family, igreja que era adepto. Com efeito, tudo o que conseguiu foi uma cadeira cativa e o principal concorrente ao prêmio Darwin 2018.
Por outro lado e de uma outra forma, em 1991, uma mulher fez o impossível contatando a tribo mais isolada do mundo. Madhumala Chattopadhyay liderou uma expedição extraordinária com um objetivo: entrar em contato com a tribo e revelar como é a vida dos sentinelenses, a tribo mais isolada do mundo e coma pecha de serem perigosas e agressivas.
Em uma entrevista, Madhumala explicou mais tarde que ela nunca, em meus seis anos de pesquisa junto com as tribos de Andamã, nenhum homem se portou mal com ela. Ela afirmou que as tribos podem ser primitivas em suas conquistas tecnológicas, mas socialmente estão muito à frente de nós.

Devido a vários exemplos de tentativas de contato amigável fracassadas, o governo da Índia decidiu deixar a tribo em paz e, além do mais, visitar esta ilha também pode ser mortal para a tribo, pois os visitantes podem levar doenças , que os membros da tribo não estão imunes.

Apesar de uma expedição bem-sucedida liderada pelo antropólogo Nath Pandit já ser bem conhecida pela mídia, poucos conhecem as incríveis realizações de Madhumala Chattopadhyay.

Desde que era uma menina de 12 anos, Madhumala estava determinada a conhecer esses povos indígenas e depois que ela terminou a escola no topo da sua turma, começou a estudar antropologia na Universidade de Calcutá. Mais tarde, explicou a seus pais que estudar antropologia era seu passaporte para os Ongers, que é uma das tribos das Andamãs.

Seu segredo? Cocos. No momento que seu barco aportou no território da Ilha Sentinela do Norte, todas as pessoas de sua equipe começaram a jogar cocos para mostrar que vinham em paz. Não demorou muito para a tribo se aproximar, e até começar a pegar os cocos na água. Logo depois, Madhumala jogou ainda mais cocos e já conseguiu entrar na água com a tribo.
Até hoje é considerado um dos poucos contatos bem-sucedidos com a tribo e acreditam que a presença de uma mulher foi a chave para um contato bem-sucedido. Madhumala já visitou a tribo novamente e desta vez eles ficaram ainda mais entusiasmados, eles até entraram no barco para pegar os cocos.

Em 1991, ela foi com outra expedição e foi a única mulher do mundo exterior a visitar os jarawas. Para não assustar a tribo, Madhumala ficou no barco pela primeira vez, mas logo depois que as mulheres jarawa a notaram, começaram a gritar "milale chera", cujo significado é "amiga, vem aqui", e até fizeram uma dança improvisada para mostrar alegria de ver uma mulher na equipe.

Depois que a mulher se aproximou de Madhumala, começou a examinar seu cabelo e a pele. Ninguém esperava que a antropóloga fizesse o que fez a seguir. A fim de mostrar sua amizade, Mudhamala pegou o filho de uma das mulheres da tribo no colo e o acariciou, o que resultou em uma boa reação da tribo, que deixou a mulher ajudá-los com suas tarefas.

A antropóloga era a única pessoa convidada dentro das cabanas da tribo e até compartilhava comida com eles. Madhumala também se tornou sua médica, pois ajudou os indígenas com seus ferimentos.

Embora Madhumala tenha feito grandes progressos no contato com as tribos mais isoladas e únicas do mundo, há poucas pessoas que conhecem o seu nome. Ela atualmente trabalha em um ministério do governo central em Delhi, lida com documentação da burocracia do governo e apenas alguns conhecem o verdadeiro impacto que ela teve no contato do mundo exterior com as tribos das ilha de Andamã, tanto os jarawas quanto com os sentinelenses.
Fonte: Probashi.
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Comentários
A foto é bonita, mas se olhar com cuidado vai se dar conta que muito provavelmente o abraço que o nenê recebeu foi sua sentença de morte.
A criança deve ter pego um monte de "doenças" para as quais não tinha imunidade.
Irresponsável ela.