![]() | Uma reportagem da CBC News, do Canadá, confirma que o Instituto de Virologia de Wuhan transportou alguns dos patógenos mais mortais do mundo poucas semanas antes do surto do coronavírus. Ainda que tentando isentar a relação do laboratório com a pandemia atual, a reportagem suscitou ainda mais preocupações, ao relatar que documentos de acesso à informação recém-divulgados mostram que uma remessa do Laboratório Nacional de Microbiologia em Winnipeg, Canadá, foi enviada ao Instituto Wuhan em meados de 2019 com diversas amostras. |

A reportagem também observa que a cientista que supervisionou a remessa, Dra. Xiangguo Qiu, seu marido biólogo e seus alunos chineses foram escoltados para fora do laboratório de nível 4 do Canadá após uma investigação sobre uma certa "violação de política", que não é esclarecida.
No entanto, autoridades canadenses disseram que tanto o envio de vírus mortais quanto a punição da cientista não estavam relacionados de forma alguma ao surto de coronavírus, de fato, quase um ano após a expulsão de Qiu, marido e alunos, ainda não há atualizações sobre o caso, que corre como segredo de estado e tais informações foram editadas nas seções da Lei de Acesso à Informação que tratam de assuntos internacionais, segurança nacional e outras questões.
Entretanto, Amir Attaran, professor de direito e epidemiologista da Universidade de Ottawa, disse que isso é muito estranho:
- "Isso é muito suspeito. Isso é alarmante. É potencialmente fatal", alertou Amir. - "O que sabemos é que, antes de ser despedida, ela enviou um dos vírus mais mortais da Terra e várias variedades para maximizar a diversidade genética e maximizar o que os pesquisadores na China poderiam fazer com ele, para um laboratório na China que faz perigosos ganho de experimentos funcionais", acrescentou o professor.
Ademais Amir acha que isso tem ligações com as forças armadas chinesas, porque tais descobertas fornecem mais provas de que o laboratório de Wuhan estava mexendo com patógenos naturais e modificando-os para se tornarem mais infecciosos.
- "O laboratório de Wuhan faz [essas experiências] e agora fornecemos a eles os vírus Ebola e Nipah. Não é preciso ser um gênio para entender que esta foi uma decisão imprudente", lamenta o homem acrescentando que está extremamente infeliz - "... ao ver que o governo canadense compartilhou esse material genético."
As descobertas chegam em meio a novas reportagens de que outro surto de coronavírus foi detectado em um mercado em Pequim. A área foi fechada e cercada por policiais armados.
O MDig precisa de sua ajuda.
Por favor, apóie o MDig com o valor que você puder e isso leva apenas um minuto. Obrigado!
Meios de fazer a sua contribuição:
- Faça um doação pelo Paypal clicando no seguinte link: Apoiar o MDig.
- Seja nosso patrão no Patreon clicando no seguinte link: Patreon do MDig.
- Pix MDig: 461.396.566-72 ou luisaocs@gmail.com
- Depósito direto em conta corrente do Banco do Brasil: Agência: 3543-2 / Conta corrente: 17364-9
- Depósito direto em conta corrente da Caixa Econômica: Agência: 1637 / Conta corrente: 000835148057-4 / Operação: 1288
Faça o seu comentário
Comentários
Este link é de janeiro, Marcio. Como uma reportagem de janeiro pode desmentir uma de junho? Nesta reportagem ai a CBC disse que a expulsão da tal pesquisadora não tinha base factual e que amplificaram uma matéria dela para criar fakenews. Os documentos publicados agora confirmam exatamente isso. Não tem nada de fakenews.
Fake news...
https://www.cbc.ca/news/can...