![]() | A grande nevasca que caiu em Madri e sua região, durante o último fim de semana, considerada a mais severa e volumosa dos últimos 60 anos, deixou ruas e estradas intransitáveis, milhares de pessoas presas em seus carros, transporte urbano terrestre e ferroviário suspensos, e o aeroporto paralisado. A tempestade, chamada Filomena, que afetou principalmente o centro e o leste da Espanha, causou incidências em mais de 430 estradas da rede viária principal do país e em umas 50 da secundária praticamente parando o trânsito. |

A capital ficou bloqueada com meio metro de espessura de neve, segundo reconheceu o prefeito, José Luis Martínez Almeida, que chegou a pedir a ajuda do Exército para começar a limpar as ruas assim que deixasse de nevar pela previsão de novas fortes geadas.
Ontem a Agência Espacial Européia compartilhou uma incomum imagem (abaixo) em que podemos ver como ficou Madri depois da passagem da tempestade. A fotografia, tomada por um dos satélites Sentinel-2 do programa Copernicus, foi tomada quando a nevasca já tinham cessado e o manto branco tinha congelado, paralisando assim toda a cidade.

Só era possível se deslocar a pé, algo muito dificultoso e perigoso pelo risco de quedas de neve. Os caminhões foram proibidos de circular, e os automóveis particulares só podiam se movimentar com correntes nos pneus.

Ainda que as autoridades recomendaram que as pessoas evitassem se deslocar salvo fosse absolutamente necessário, alguns espanhóis teimosos tentaram com resultados danosos, já que a maioria não estava preparada para isso.

O Exército e os serviços de emergência resgataram milhares de motoristas nas estradas madrilenhas. Os veículos ficaram presos em fileiras quilométricas em várias rodovias e ruas, já que as próprias máquinas de limpeza não conseguiam limpar as vias.

As operações no aeroporto Barajas Adolfo Suárez também foram suspensas devido à neve da Filomena, que obrigou a desviar as aterrissagens a outros aeroportos devido às más condições das pistas e de visibilidade.

Filomena deixou a cidade praticamente paralisada durante o fim de semana e o começo desta, ainda que pouco a pouco começaram a retomar os vôos no aeroporto, bem como a circulação de trens. O metro funciona com normalidade e quase 15% das linhas de ônibus urbanos reiniciaram sua atividade.
No entanto, a limpeza das estradas continua e o trânsito é difícil no interior da cidade e praticamente impossível em vias secundárias.

Agora faz pouco, a Prefeitura de Madri solicitou formalmente ao Governo de Espanha que a cidade seja declarada zona catastrófica, devido aos danos ocasionados pela nevasca. A iniciativa ocorreu depois de uma enxurrada de críticas da cidadania e da oposição política às autoridades locais, pelo estado de paralisia no que se encontra a capital espanhola cinco dias após o temporal Filomena.
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